Se, aqueles que criticavam Sócrates pela dita má gestão e do seu estrambólico modo de governar o País, e agora, do mesmo modo criticam Pedro Passos Coelho, empossado há menos de dois meses, vê-se logo de onde vêm os críticos, para aonde querem ir e aonde pretendem chegar. É claro que Passos Coelho não faz milagres, Sócrates também os não fez, e outros virão ainda, que os não farão; enquanto a política deste País continuar a basear-se nos mesmos moldes, isto é, continuar a ser feita à base de doses maciças de conversa fiada, destinada à caça ao voto para eventuais escrutínios próximos, seja para o que for, continuaremos a ser portadores do farol de cauda deste comboio sem rodas! Antes das últimas eleições, a minha crença de que a mudança de governo seria a salvação de Portugal, já era ténue. Mas, se alguma esperança me restava ainda, dissipou-se quando, depois de ter sido levantada a hipótese de se reduzir a ninhada de cucos que esvoaçam na Assembleia da República, e tudo ficou na mesma. O senhor Pedro Passos Coelho, prometeu que faria um governo mais pequeno, e acabou por cumprir, reduzindo os ministérios. Contudo, embora eu seja um ignorante político, perguntaria: Não seria preferível reduzir pelo menos 49 ou 50 deputados de que 5 ministros? Cinco ministros, podem fazer ou não fazer muita falta; porém, quanto aos deputados, tudo o que vai para além de metade dos actuais, fazem tanta falta como uma viola num enterro! Neste Pais, quem não faz nada e vive à custa do sangue de quem trabalha. é um parasita Por vezes, somos confrontados com as críticas que são feitas à extrema-esquerda: por questões lógicas, não me surpreende o facto de ser ela a primeira a rejeitar a ideia, da redução. Porém, fico surpreendido, porque é que o povo português, não põe à cabeça das suas preferências eleitorais, o supra-sumo da inteligência, tanto mais importada, num País onde o que é estrangeiro é que é bom? Será porque os portugueses são tapados, ou porque nem todos são cegos? Se pensarmos um bocadinho, iremos concluir que Portugal, desde 1974, embora as várias intermitências, foi sempre governado, embora indirectamente, sob uma forte influência da esquerda. Há dias, num desses programas televisivos criados para ouvir a opinião pública, uma telespectadora, sem papas na língua como acontece com a maior parte dos opinantes, dizia que a esquerda, a única coisa que fazia, era espalhar a miséria pelo mundo inteiro! Por vezes, uma vez que o País cada vez empobrece mais, chego a interrogar-me se não valia mais entregar o País, ao verdadeiro dono como fez o generalíssimo Franco. Estaríamos melhor, estaríamos pior? Quem sabe? Crê-se que Salazar, embora o não dissesse, era monárquico. Nunca quis ser Presidente da República, porque achava que seria usurpar um cargo que por direito lhe não pertencia. De facto, a República foi-nos imposta, nunca pagou renda e nunca foi perguntado ao povo se a queriam Se há vida para além da morte, Levanta-te ó Marquez. Vem depressa e com sorte, Faz quilo que Salazar não fez
No dia 25 do mês passado, bem cedo ouvi a notícia de mais um acidente rodoviário ocorrido na A I, de que resultaram um morto, dois feridos graves e um ferido ligeiro. Fiquei a saber, também, que um dos ocupantes e condutor do veículo sinistrado, era o actor amador e cantor Sandro Angélico Vieira que, não resistindo aos ferimentos, acabaria por falecer também três dias depois no Hospital de Santo António, para onde fora transportado. Contas feitas, dois mortos e um ferido grave, uma menina de 17 anos, que entre a vida e a morte, se encontra ainda no Hospital de Santo António com diagnóstico muito reservado! Muito embora os desastres rodoviários em Portugal não passem já de uma tragédia rotineira, quando deles resultam a perda de vidas humanas e ferimentos graves de efeitos perversos e irreversíveis, provocam sempre um sentimento mórbido, que nos desperta e arrasta do esquecimento para a realidade. Não obstante este trágico acidente não passar de mais um de entre tantos outros com maiores ou menores dimensões, não deixa de chocar-nos colectivamente, uma vez que dele resultou a perda de duas vidas humanas, e marcas eventualmente irreversíveis numa terceira, que na flor da idade, poderá perder o prazer de viver o resto da vida! Isto no caso de sobreviver. Compreendemos os dissabores e mesmo o choque que este caso provocou nos familiares e amigos do malogrado cantor, mas não compreendemos que, pelo simples facto de o moço ter desempenhado alguns papéis nas chocalhadas novelas da TVI, se faça dele um herói nacional e à volta da sua infelicidade se digam tantos disparates, e se esqueçam as outras duas vítimas, que também terão familiares e amigos que os perderam para sempre. Isto, para não falar nas 482 vítimas mortais de acidentes ocorridos nas nossas estradas desde o princípio do ano, muitas delas também bons rapazes e raparigas bem comportadas, que deixaram amigos e familiares a chorar, para além daqueles que se movem em cadeiras de rodas e daqueles que nem isso podem fazer, e apenas sobrevivem condenados recordações de sonhos desfeitos! Segundo um texto que li na Internet, «o veículo entrou em despiste depois do rebentamento de um pneu; Angélico e mais dois sinistrados foram projectados para o exterior do veículo e não estavam a usar o cinto de segurança, tendo um deles sido mortalmente atropelado por outro veículo que ia a passar». Noutro escrito, lê-se: «Angélico tinha cinto de segurança posto no momento do acidente (?). (ou tinha o cinto posto, no momento do acidente) Ao contrário do que diz a GNR, o cantor não foi projectado, tendo de ser desencarcerado.». «O primeiro bombeiro que chegou ao local, garante que Angélico levava cinto, explicando que teve de ser cortado para o desencarcerar!» Quando os meios de emergência chegaram Km 258 da auto-estrada, encontraram Angélico, prostrado e inconsciente, sentado ao volante do BMW. Nem se movimentou!» - « A teoria de que o despiste foi provocado por um pneu rebentado, não faz sentido, sublinha um engenheiro mecânico….» Noutro escrito, lê-se: «O único ocupante que não foi projectado e teve apenas ferimentos ligeiros, seguia ao lado direito do condutor, ao que parece, o único que envergava o cinto de segurança. Agora vem a família alertar para a suspeita de sabotagem, alerta-se a eventual falta de inspecção periódica do veículo, a falta de seguro do mesmo, o facto de se tratar de um veículo já anteriormente acidentado, que o carro, segundo algumas testemunhas seguia a grande velocidade, enquanto o conta quilómetros marcava apenas 60.etc. etc. etc., com o intuito de arranjar um bode expiatório para o acontecimento e ilibar o actor de uma eventual condenação a título póstumo! Uma série de contradições que nada vai resolver, e descredibiliza a Comunicação Social, pelo mau profissionalismo dalguns dos seus operadores, nomeada e principalmente no tocante ao audiovisual No dia 06 do mês corrente, Pelas 9h55, a TVI anunciava: «Rita Pereira esteve sempre ao lado de Angélico Vieira, durante o tempo que permaneceu no Hospital de S. João no Porto». O último disparate, ou estou enganado?
Segundo alguns comentadores e personalidades mais ou menos encatrafiadas nos meandros da política, o Dr. Pedro Passos Coelho e os elementos de que se rodeou para o ajudarem a levar ao calvário a cruz que voluntariamente aceitou carregar durante os próximos quatro anos, aparentam as qualidades idóneas para que, de acordo com juramento que fizeram aquando da tomada de posse, dissipem as nuvens negras que pairam sobre nós e levem a bom porto este barco, já com grandes rombos no casco! Como diz um velho ditado, «Deus que é Deus» não agradou a todos»; como seria de esperar, este Governo parece que também não agrada a todos, e já nasceu indesejado por alguns ainda antes de ser conhecido, antes e depois de ser de entrar em funções e antes de poder mostrar aquilo de que é capaz. Seria difícil acreditar que este Governo não vai cometer erros; mas, certamente mais difícil será, acreditar que aqueles que têm no traquejo da oratória a sua melhor senão única arma, sejam máquinas de precisão. Ainda os novos governantes mal acabaram de ser empossados e sem tempo para tomarem conhecimento dos dossiers, já Jerónimo de Sousa, ( um dos sábios deste País), no dia 25 do mês findo, a título do combate aos incêndios que já começaram, certamente a uma pergunta de alguma bisbilhoteira, vem à liça dar a entender que o ministro da Administração Interna, não tem os meios necessários para os combater nem os conhecimentos adequados para o fazer. Não sei se o secretário geral do PCP tem ou não razão para tal afirmação; mas, de uma coisa julgo não ter dúvida: a pior dificuldade para eficácia no combate aos incêndios, é infiltração da política e dos políticos, nas corporações dos bombeiros! Ninguém melhor do que estas tem conhecimentos para contornar os fogos. Muitas vezes, os bombeiros de secretaria e caçadores de respostas para perguntas sem nexo, em vez de ajudarem, apenas estorvam! Pelo que se sabe, ou pensa saber, a situação financeira do País está no caos. Muito embora José Sócrates tenha sido considerado a Caixa de Pandora da situação, a verdade, é que a culpa é de todos, ou quase todos aqueles que tenham passado pelos meandros da política desde há longo tempo, e embora indirectamente muitos de nós, mesmo que inconscientemente. Num dia de julgamento no Céu, um dos julgados, depois de ver tantos camaradas impedidos de entrar no paraíso, quando chegou a sua vez, muito convencido, prazenteiramente se apresentou a S. Pedro, saudando-o efusivamente. Pedro, sorri e interpela: -Então, meu filho, confessa lá os teus pecado - Que pecados? Eu era sacristão, ia todos os dias à Santa Missa, trazia a minha Igreja, que era a minha segunda casa, um brinco; tinha as toalhas dos altares sempre muito lavadas, punha flores em todos os altares, trazia o adro da Igreja sempre varrido, enfim, tudo ali cheirava a limpo e asseado. S. Pedro puxa do rol e observa - Tens razão, meu filho. Mas…… não te esqueceste de nada?: - A minha vida na terra foi um livro aberto; não me esqueci de nada, diz o sacristão. - Bem…. Mas uma vez que não respondeste à minha pergunta, vou lembrar-te aquilo de que te esqueceste: Lembras-te de quando levavas para tua casa, azeite do que estava destinado a alimentar o lampadário da Igreja? Lembras-te do vinho destinado às cerimónias da missa, que bebias às escondidas, na sacristia? Lembras-te de quando o senhor abade te mandava meter gasolina no seu carro, reservavas na gasolineira uma percentagem que depois metias no teu? Lembras-te…… - Basta, não digas mais nada. - Mas Tu, Pedro, que juraste fidelidade ao divino mestre, traíste-o três vezes num só ilhote, como estás aqui a julgar outros? - É verdade, mas estou a pagar caro a minha traição: - Como? - Julgar muitos como tu, que se esquecem dos seus erros, mas encobrem-nos com os erros dos outros!
Este País, «onde a terra acaba e o mar começa», despiu os trajes dum passado glorioso e vestiu a camisola que lhe deu o passaporte para ingressar nos clubes a nível de “Lixo”! Não foi assim que Portugal foi classificado? “Lixo”! Quem diria! Podemos não concordar com o baptismo, mas pelo modo de fazer política a que a cambada de feiticeiros que se apoderou do 25 de Abril nos habituou, já não sei se temos razões para condenar os padrinhos Parece que as contas relativas à situação financeira do País, não estavam tão más como as apregoavam: Estavam piores! Segundo um comunicado do nosso Primeiro, foi descoberto um desvio classificado de “colossal”. Quantos mais desvios e buracos escondidos serão descobertos a seguir? Quanto mais teremos de pagar para os tapar? Como seria de esperar, o senhor Vieira da Silva, do PS, secundado pelo deputado do BE João Semedo, logo vieram à janela lançar algumas farpas ao primeiro-ministro, questionando: «Um desvio colossal, é o PSD usar o passado para justificar medidas de austeridade, ao contrário do que prometeu fazer. Então, não estará o senhor V da Silva, a evocar o presente para desviar as atenções e esconder o passado? As críticas do PCP, do BE e CGTT já são crónicas e não nos surpreendem, porque em nome da liberdade de expressão, apenas estão a exercer o direito de propaganda, à sua “imagem de marca”. Mas, o PS estará hoje, em condições de tirar fotografias a quem quer que seja sem reparar como fica na sua? O senhor Pedro Passos Coelho vai com certeza cometer erros, e o primeiro já vai na conta: não aproveitou a oportunidade, para reduzir o número de deputados, (de 230 para os 180 ou 181), como fora proposto por algumas figuras durante a última campanha eleitoral, uma vez que a Constituição não permite a redução para menos de 180. Certamente terá sido um esquecimento, mas como beneficiou alguns dos inúteis que andam por aí a armar aos cucos, todo o mundo se calou! O Partido Socialista, que com ou sem razão é considerado o artífice da situação em que nos encontramos, em vez de apanhar os cacos do desastre que acaba de sofrer, e pensar em contribuir para a reconstrução dos muros que pelo menos ajudou a destruir, começa já e antes do tempo, a apontar aos outros, o que nunca tolerou que lhe fosse apontado a si: como sempre, a crítica na ponta da baioneta, e uma manta para esconder as eventuais feridas que tenha causado. Não tenho competência nem conhecimentos factuais para criticar directamente quem quer que seja. No entanto, há factos que nos saltam à vista e nos confundem a razão. Com a saída de Cavaco Silva do seu último mandato como primeiro-ministro, depois de nova campanha eleitoral ascende à chefia do Governo o senhor engenheiro António Guterres. Cerca de sete anos depois, António Guterres, por «incompetência ou porque se rodeou de maus ajudantes», - não sou eu quem o vai julgar, - não se entende com a quitanda, demite-se e lega para quem vier depois, - como ele próprio classificou – um pântano. Durão Barroso, que veio a seguir, recebeu o pântano e, atrás de voos mais altos, deixa o cargo que delega em Santana Lopes, que nem tempo teve para respirar, e limitou-se a transferir para Sócrates o pântano que o PSD recebera e não teve tempo nem condições para resolver. Sócrates e seus apaniguados, pouco se importando com a herança que lhe estava a bater à porta, logo uma comandita se formou para ir mostrar aos quenianos a opulência lusa e tomar banho no Turkana. Logo aqui, se poderia aferir a responsabilidade do homem que iria governar um País numa situação pantanosa. Sob o título A VERDADE INCOMODA, alguém escreveu: Desde 1820 só houve um dirigente político português que se preocupou mais com os superiores interesses da Nação do que com o seu ego: ANTÓNIO DE OLIVEIRA SALAZAR Salazar viveu modestamente, serviu o País em vez de servir-se dele e não enriqueceu apesar de ter permanecido no poder durante 40 anos. É pena que todos aqueles que se têm guindado ao poder em Portugal. não revejam no fundo do seu ego algum nacionalismo, necessário à nossa sobrevivência como País». Como alguém atestou um dia, «Salazar nasceu, viveu e morreu pobre.» E, quando um dia alguém o convidou insistentemente para se candidatar à presidência da República, não só recusou, como chegou a zangar-se. Alguém que o conhecia bem, respondeu por ele: «É um homem coerente.Sendo monárquico, tem a consciência de que se ocupasse o lugar de chefe do Estado, usurparia uma função que de direito lhe não pode pertencer». Salazar, que apesar de ser pobre, nunca aspirou a altos cargos nem regalias que o desviassem do dever que aceitou para cumprir e exercer com lealdade, sempre demonstrou que não se vendia cá dentro nem lá fora, por dez reis de mel coado, nem tinha medo de morrer de medo, como teve ocasião de dizer directamente, a um embaixador dum país estrangeiro que o queria chantagear! Que confiança nos merecem os turibulários do povo, quando nas tomadas de posse juram cumprir com lealdade, os cargos que lhes são confiados? Nenhuma com certaza! Sobre isso, teríamos muito que conversar!